O lugar da mulher é onde ela quiser. E mais não digo!

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Ela é só mais uma mulher no meio de tantas outras a entrar no comboio das nove e meia, porque é teimosa e quer ir e voltar do seu destino todos os dias pelo próprio pé ou comboio ou carro ou seja o que for, desde que seja dela, sem homem nenhum como taxista ou guarda-costas. Ela tem aquele jeito independente e tantas vezes irritante de fazer as coisas. Faz questão de ganhar o seu próprio dinheiro e dividir a conta do jantar. Prefere ver o bom velho cavalheirismo, que toda a mulher no fundo gosta de ver mesmo que prefira não admitir, quando ele abre a porta do restaurante e a deixa passar primeiro, não é preciso ter um segundo pai que lhe pague as contas. Opções dela, não discutas.

Ela quer ser alguém na vida. Ainda não sabe bem o quê ao certo, talvez advogada ou economista ou, quem sabe, professora. Mas sabe que quer chegar ao topo, quer que perguntem pela doutora em vez de por ela e quer alcançar todo o seu sucesso sem favores especiais ou delicadezas exageradas só por ser uma mulher bonita. Quer receber elogios quando acerta e ouvir um sermão quando erra, e quer sofrer as consequências de cada acção sua na pele, pois, assim, quando acertar sabe que o mérito é dela e de mais ninguém, sabe que o valor que sente ter é real e não uma mera ilusão de falsas simpatias.

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